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ESPECIAL | SEXTA-FEIRA MUITO LOUCA (2003)

  • Foto do escritor: Paulo Ricardo Cabreira Sobrinho
    Paulo Ricardo Cabreira Sobrinho
  • 7 de ago. de 2025
  • 5 min de leitura


A primeira metade dos anos 2000 foram dominadas por produções adolescentes – muitas vindo da Disney – das mais diversas: O Diário da Princesa, Ela é o Cara, De Repente 30, Meninas Malvadas, e por aí vai, produções essas que marcaram uma geração e são lembradas até hoje com muito apreço pelos fãs. Entre todas essas, uma específica ganhou bastante destaque, com uma trama divertida e emocionante sobre a conturbada relação entre mãe e uma filha adolescente: Sexta-Feira Muito Louca, estrelado por Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis, onde suas personagens Anna e Tess, respectivamente, trocam de corpos. Motivo? Elas estão sempre discutindo e nunca se acertam, e agora, as duas precisam entender os problemas e dificuldades uma da outra para se acertarem, e só assim para que elas voltem para os seus respectivos corpos. O problema é que, no dia seguinte, Anna tem uma apresentação de sua banda, e Tess tem a sua festa de noivado. Chad Michael Murray, Mark Harmon e Stephen Tobolowsky completam o elenco.


Dirigido por Mark Waters, Sexta-Feira Muito Louca é baseado em uma obra homônima da autora Mary Rodgers, lançado em 1972, e que teve uma adaptação mais séria para os cinemas em 1976, “Se Eu Fosse a Minha Mãe”, estrelada por Jodie Foster e Barbara Harris. Freaky Friday, no original, tem inspirações nas comédias familiares dos anos 80, mas com elementos da geração da primeira metade dos anos 2000, época que o rock, punk rock, e o “emocore” estavam em alta. Os adolescentes eram mais rebeldes, as bandas de garagem ganhavam mais destaques, a tecnologia não era tão avançada como nos dias de hoje, a moda da época era bem diferente e peculiar, e assistindo hoje, a nostalgia é incrível. O roteiro é cativante e bem estruturado, enfatiza perfeitamente a diferença entre as gerações das personagens, além de focar mais na comédia e humor do que no drama, mas o filme tem seus momentos sentimentais, principalmente na relação entre Tess e Anna, criando momentos emocionantes e situações divertidas quando elas estão nos corpos uma da outra.



O carisma de Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan torna Sexta-Feira Muito Louca ainda melhor, elas estão em perfeita sintonia, precisam enfrentar e entender os problemas de cada uma, e quando elas invertem os papéis, tudo fica ainda mais divertido: Curtis interpretando uma versão rebelde é impagável – recebeu até uma indicação ao Globo de Ouro -, e Lohan no papel de uma mãe dedicada e responsável mostra a versatilidade da então jovem atriz em interpretar diversos personagens. Tess (Curtis) e Anna (Lohan) tem personalidades bem diferentes, e o roteiro é centrado nessa conturbada relação e na diferença de gerações entre elas para desenvolver o filme. Anna é a típica adolescente revoltada e incompreendida da época, se sente indiferente em relação ao novo namorado de sua mãe, gosta de punk rock, tem uma banda de garagem que sua mãe não a apoia, é apaixonada por um rapaz, Jake (Chad Michael Murray), além de ser incomodada diariamente por uma de suas colegas, e pelo seu professor de inglês. Tess é psiquiatra, dividida entre os seus pacientes e os afazeres de casa, incluindo estar presente na vida de sua família: Anna, o filho mais novo, Harry (Ryan Malgarini), e o seu marido Ryan (Mark Harmon). E além da sua rotina ser agitada e cheia de afazeres, Tess ainda está prestes a se casar, e tem um jantar de noivado marcado. Será que Anna e Tess conseguem voltar para os seus respectivos corpos a tempo?


Após trocarem de corpos, Anna e Tess começam a perceber os problemas no cotidiano uma da outra. No corpo de Anna, Tess começa a entender todos os conflitos de sua filha, os problemas que passa na escola, e porque ela é desse jeito mais rebelde, e no corpo de Tess, Anna percebe a vida corrida que sua mãe enfrenta, tanto no trabalho quanto nos problemas em casa. Porém, o drama de Anna acaba tendo mais destaque no filme. E o roteiro poderia seguir para o lado mais dramático – como na versão de 1976 -, mas não, optando por um tom mais de comédia e humor com situações divertidas, embaraçosas, e muito carisma de Jamie Lee Curtis (com um timing de humor perfeito) e Lindsay Lohan. O elenco coadjuvante também se destaca. Chad Michael Murray é Jake, o típico adolescente descolado da escola e que todas as garotas gostam, principalmente Anna, Harry é o filho mais novo da família, irritante e que adora implicar com sua irmã, e Ryan é o marido de Tess, um homem apaixonante e de bom coração que acaba ficando no meio de toda essa confusão. Será que ele vai aguentar toda a situação e ainda querer se casar com Tess?



Sexta-Feira Muito Louca não é um filme inovador, já vimos várias produções abordando o mesmo tema – tanto a troca de corpos quanto os dramas adolescentes e familiares -, tem alguns clichês básicos e é previsível, mas é um filme leve, divertido, bem espirituoso, é emocionante quando precisa, é divertido quando tem que ser, e o público acaba se identificando facilmente com os dramas pessoais de Anna e Tess. Freaky Friday é um filme atemporal, consegue capturar perfeitamente os costumes de uma geração (figurinos, trilha sonora, os costumes, a rebeldia), e ainda traz uma bela nostalgia para quem viveu nessa época. O roteiro é bem estruturado, desenvolve bem o drama dos seus personagens, e o filme se apoia no carisma de Lindsay Lohan e Jamie Lee Curtis, que entregam ótimas performances – principalmente quando elas trocam de corpos, com destaque para cativante e espirituosa interpretação de Curtis -. 




SEXTA-FEIRA MUITO LOUCA


Ano: 2003

Direção: Mark Waters

Distribuidora: Disney

Duração: 97 min

Elenco: Lindsay Lohan, Jamie Lee Curtis, Chad Michael Murray, Mark Harmon e Stephen Tobolowsky


NOTA: 9,5


Disponível no















CURIOSIDADES


  • O produtor Andrew Dunn queria que Jodie Foster interpretasse Tess, a mãe de Anna (Lindsay Lohan). Foster estrelou o filme original, Se Eu Fosse Minha Mãe, de 1976, interpretando a filha da personagem de Barbara Harris, mas acabou recusando o convite.


  • Até a contratação de Jamie Lee Curtis, Annette Bening estava cotada para interpretar Tess.


  • A catora Gwen Stefani, da banda No Doubt, recebeu convite para interpretar uma das integrantes da banda de Anna, mas recusou.


  • Kelly Ousbourne iria interpretar Anna, mas desistiu pouco antes do começo das filmagens, e o papel acabou ficando para Lindsay Lohan.


  • As fotos nos créditos iniciais são de Jamie Lee Curtis com sua filha, Annie.


  • Jamie Lee Curtis não sabia tocar guitarra, e em uma cena no final do filme, sua personagem iria ter que tocar o instrumento em uma apresentação da banda da sua filha. Quem ensinou a atriz a toca guitarra foram os próprios integrantes da banda.







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