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CRÍTICA | DESTRUIÇÃO FINAL 2

  • Foto do escritor: Paulo Ricardo Cabreira Sobrinho
    Paulo Ricardo Cabreira Sobrinho
  • 5 de fev.
  • 3 min de leitura


Em 2020, o personagem de Gerard Butler, e sua família, passaram por diversos perrengues para chegar em um bunker subterrâneo na Groelândia, antes do impacto de um cometa, no filme catástrofe Destruição Final: O Último Refúgio, lançado durante a pandemia. “Greenland”, no original, foi uma boa surpresa porque a trama focava mais na luta pela sobrevivência dos personagens para chegar ao tal bunker, deixando o desastre em segundo plano, criando uma trama intensa e envolvente. Seis anos depois, o diretor Ric Roman Waugh – que também dirigiu o primeiro filme -, decide continuar a história dessa família em “Greenland: Migration”, ou migração na tradução para o português, mas chamado aqui no Brasil apenas de Destruição Final 2. Mostrando um mundo pós-apocalíptico repleto de perigos e destruição, a trama faz uma inversão de papéis inusitada: se no primeiro, os personagens precisavam chegar até o tal bunker subterrâneo, na sequência, eles têm que sair do refúgio e enfrentar diversos perigos para chegar ao local da queda do cometa, que dizem ser um “oásis verde” no meio de uma terra devastada. Gerard Butler e Morena Baccarin reprisam seus papéis na sequência apocalíptica.


A proposta de Destruição Final 2 é interessante ao mostrar como ficou o mundo depois do impacto do asteroide, criando momentos e situações realmente tensas, mas o filme acaba caindo nos clichês típicos das produções pós-apocalípticas. A estrutura do roteiro é totalmente genérica, um grupo de pessoas precisa chegar até um certo local, e no caminho enfrentarão diversos perigos, nada de novo no gênero, e ainda por cima repete a dinâmica do primeiro filme – só que ao contrário -. Já o ritmo é irregular, mas ainda funciona dentro da proposta, apostando em resoluções fáceis e previsíveis, diminuindo toda a sensação de perigo que os personagens passam. No entanto, as sequências de ação são bem-produzidas, criando momentos de pura tensão, potencializadas pelos belíssimos cenários pós-apocalípticos – cidades destruídas, paisagens congelantes e cinzentos que refletem o desespero e a solidão dos personagens, além de um cenário devastador e perigoso -.



O primeiro filme focava bastante no lado humano dos personagens, no drama familiar, na luta pela sobrevivência e nas atitudes das pessoas, e Destruição Final 2 segue pelo mesmo caminho. John (Gerard Butler) e sua família precisam se adaptar à nova realidade fora do refúgio onde ficaram por cinco anos, presenciando situações horríveis, encontrando pessoas ruins e perigos constantes em um mundo devastado e caótico. Além dos efeitos especiais – um pouco duvidosos -, e o ótimo trabalho de fotografia e direção de arte, a força principal de “Greenland: Migartion” está na química entre Butler e a atriz brasileira Morena Baccarin, e pensar que os roteiristas deram um desfecho dramático e clichê para os personagens, interessante sim, mas que acaba não tendo o impacto esperado. E junto com o jovem Roman Griffin Davis, que interpreta o filho casal Nathan, a dinâmica familiar funciona e é o coração do filme, mostrando-os não como heróis, mas como uma família simples e desgastada por tudo que passaram.


Seguindo por caminhos fáceis e típicos de filmes catástrofes, Destruição Final 2 sabe muito bem o seu propósito, um filme pós-apocalíptico que entende que a maior ameaça são as pessoas e as suas atitudes, priorizando as relações humanas e deixando a parte científica em segundo plano. Como blockbuster, a sequência funciona, mostrando o continente europeu pós-apocalíptico visualmente impressionante, e como continuação da saga da família Garrity, mas falha pela falta de originalidade do roteiro, entregando um desfecho mediano e sem grande impacto; interessante e bem-produzido, mas nada de tão marcante ou emocionante – a não ser a conclusão do arco da família Garrity -. No fim, Destruição Final 2 acaba sendo um filme catástrofe genérico com algumas cenas tensas, mortes inesperadas, e situações previsíveis; não é descartável, mas está longe de ser marcante com o primeiro filme.






DESTRUIÇÃO FINAL 2


Ano: 2026

Direção: Ric Roman Waugh

Distribuidora: Diamond Filmes

Duração: 99 min

Elenco: Gerard Butler, Morena Baccarin, Roman Griffin Davis



★★★ 6,0



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